segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ser José não é para qualquer mané

Depois de um período de ausência, onde fazia a trilha inca para chegar a Machu Picchu (qualquer dia, escrevo um post sobre isso), cá estou... E divido com vocês, o conto mais recente, homenageando os Josés do Brasil, de São José dos Campos, Pinhais, Rio Pardo, Rio Preto, San Jose (da Costa Rica, California).


SER JOSÉ NÃO É PARA QUALQUER MANÉ

São José dos Campos, sábado, bar do Zé:

 

-        Zezinho, traz mais uma gelada e aipim, disse José Ricardo, o anfitrião!

-        Pra mim, a picanha mal passada e uma caipirinha de frutas vermelhas, rebateu Mazé, de São José do Rio Pardo

-        Mais algum pedido, perguntou Zezinho, sempre cordial.

-        Uma cachaça de Minas, emendou Zé Maria, vindo de São José de Rio Preto

-        Traz duas pra mim, disse a saudosista Josefa, de San Jose, Califórnia

 

Sem nenhum constrangimento José, de São José dos Pinhais, tomava seu rabo de galo. Mais uma vez, estava reunida a confraria do Josés.

 

O papo rolava solto, havia seis meses que não se viam.. E mais uma vez, enalteciam, ostentavam o nome dado pelos pais. A confraria tinha até brasão, um jota dourado acompanhado por um esse vermelho. Em letra maiúscula, fonte desenvolvida exclusivamente para o grupo.

 A pauta do encontro era organizar um evento para prestar homenagem ao nome... afinal, ser José não é para qualquer mané. Depois de muita briga, os homens venceram e decidiu-se organizar a primeira Copa José Youssef Yosef Joseph de Futebol!

 Mas a discussão não parou por aí... todos queriam sediar o campeonato. Ofereceram mundos e fundos para receber as partidas. Era porco no rolete, festas de abertura, coquetel de encerramento, desfile em carro de bombeiro, foto na primeira página do jornal da cidade, jóias, viagens, dinheiro....

 Como bons botequeiros, tentaram palitinho, dois ou um, par ou ímpar, porrinha, moeda. A solução foi dada pela Joseana, mulher do Zezinho. Em voz alta, gritou lá da cozinha, enquanto fritava mais coxinhas:

-        Chega de confusão no meu bar... Esse ano, o jogo será aqui mesmo, em São José dos Campos! E teremos o time dos políticos contra o combinado gringos e artistas. 

O silêncio durou pouco e todos animados partiram para organizar o campeonato.  Conseguiram o primeiro patrocinador: Jose Cuervo, bebida oficial da competição.

 E chegou o grande dia. São José dos Campos em polvorosa, recebendo o primeiro jogo. Estádio lotado, o circo armado, fogos de artifício, personalidades, prefeito, marias chuteiras, marias gasolinas, marias josés na arquibancada buscando o seu zé.

 A confraria obviamente envaidecida com o sucesso do evento. José Ricardo, como membro anfitrião, toma o microfone e faz um longo discurso, explicando a origem do nome José:

-        Em hebraico, vem do nome Yoseph, aquele que acrescenta, que sofre com os problemas alheios. E conserva o autocontrole mesmo nas piores situações.

Zé Carioca, o mascote da competição, incomodado com os gritos da torcida, chamando-o de Loiro José. Porteiro Zé, o outro mascote, visivelmente embriagado tropeçava na linha lateral e despencava no gramado. A torcida delirava.

 

José Luis Datena, mestre de cerimônias, anuncia:

 

-        E o time dos políticos vem no três cinco dois, com o vice-presidente José Alencar no gol. A defesa, formada por Trípoli, Serra e Aníbal.

-        No meio, os petistas Cardozo, Dirceu, Genoino, Mentor e Cirilo. E formando o ataque, uma dupla de peso: Fogaça e Sarney, capitão, técnico, psicólogo, fisiologista e  presidente da equipe.

Mas na prática, o esquema não funcionava... Ninguém entendia como jogavam. Sempre pelo meio ou direita...

-        Não é possível, até os canhotos jogam pelo meio, dizia José Trajano, o comentarista que cobria a partida.

-        Pois é, vejo um clarão no lado esquerdo, uma verdadeira avenida, complementou Datena, agora narrador.

 

E não parava por aí.. era uma confusão. Tudo era discutido, negociado, barganhado.

-        Serra, passa a bola pra mim! Estou livre, dizia o impaciente José Dirceu, sozinho no meio da área

-        Se você passar pro Dirceu, no próximo pênalti quem bate é você, gritou Genoíno

-        E se não tiver pênalti no jogo?, perguntou o sempre nervoso Serra ainda com a bola nos pés

-        Ah, a gente compra um. O juiz está no esquema, responderam em coro vários jogadores

 

Josefa, aproveitando seu livre trânsito no mundo das celebridades fez um grande trabalho e montou uma verdadeira constelação.

Trouxe um combinado de gringos e escritores para participar do torneio. Percebia-se que eram diferentes, começando pelo esquema.  Um ousado três quatro três!!!

Na defesa, os três tenores, ou melhor, os zagueiros: Carreras, Cocker e Satriani. Dava gosto de ver... afinadíssimos, sincronizados, não saíam do tom. Perfeitos!!

No meio, quanta classe. José de Alencar, José Miguel Wisnik, José Lins do Rego e José Roberto Torero. Alternavam passes longos, tabelas curtas, inversões de jogo. Não faziam falta. E não perdiam a chance de usar a caneta, ou melhor, meter a bola embaixo das canetas. No ataque, os brilhantes, temperamentais e letais Stalin, José Mourinho e José Saramago.

E tudo corria bem, o time jogava bonito, encantava, parecia a seleção de oitenta e dois. Mas em um lance isolado, tudo mudou. Cocker tinha a bola nos pés, nenhum adversário para ameaçá-lo.

-        Toca pro José, gritou uma morena alta, ao lado do alambrado

-        Mas para qual deles?, retrucou Cocker, com sua voz inconfundível

-        Ah, qualquer um, solta a bola!

E assim fez Cocker, recuando a bola para Jose Maria Aznar, o goleiro. O jogo estava tão fácil para os gringos que Aznar, encostado na trave, lia tranquilamente os Lusíadas. Assustado com o recuo, não pegou a bola com os pés e sim camões, ou melhor, com as mãos. Falta em dois lances! Quase tomaram o gol.

Mas era o prenúncio que algo errado iria acontecer. E não deu outra. José de Alencar fez um lançamento de cinquenta metros para Stalin, que avançou pela esquerda, como um raio. E sem perder tempo, cruzou, buscando Saramago.

-        Rá rá, rá, impedido, apontou o juiz José Simão, soprando seu apito dourado.

-        Ei juiz, tá ficando cego?, berrou Saramago, já na marca do pênalti.

Pânico no estádio.... o juiz tá ficando cego. Foram todos embora. Os gringos voltaram a seus países. Os políticos, mandaram buscar seus jatos. Medo que fosse uma epidemia.

Fim de jogo!

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Último dia

Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia

Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Corria prum shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria

Andava pelado na chuva
Corria no meio da rua
Entrava de roupa no mar
Trepava sem camisinha

Meu amor
O que você faria?
O que você faria?

Abria a porta do hospício
Trancava a da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Buenos ótimos aires - Parte 2

Algumas pessoas me perguntam os motivos de eu escrever, como, por que, pra que, quando, desde quando.... boa parte das respostas está lá embaixo no post "por que escrevo". Mas resumidamente, não sento na cadeira todo o décimo segundo dia do mês par, na vigésima hora do dia de lua crescente para escrever.... Quando vem alguma coisa diferente na cachola, corro pro computador e escrevo rápido, antes que eu esqueça. 

As linhas que vem abaixo foram concebidas agorinha mesmo, enquanto tomava banho... vamos ver o que dá...

Buenos ótimos aires- Parte 2

Continuando.... ah, não espere que esses posts se transformem no futuro em dicas de cidade, ou mesmo diário de viagem... já existem várias publicações consolidadas e minha amiga Cindy Wilk tem muito mais talento do que eu para dividir essas coisas.

Como disse no post anterior, essa foi minha terceira ida à Buenos Aires, entonses, me permite fazer coisas do cotidiano portenho.. ao invés de pegar táxi, que vai merecer um post separado, andei de ônibus e metrô.

Vamos lá.. algumas impressões sobre ônibus:

Minha aventura começou ao tentar descobrir onde passava o ônibus que deveria tomar.... assim como no Rio, eles chamam pelo número... Após várias tentativas, uma junta de açougueiros decidiu que eu deveria tomar o 39 na rua de trás... e não é que um deles veio atrás de mim para mostrar o ponto? Muy amable! Aliás, isso vai merecer também um outro post

  • O 39 veio e sabia que custava 1,25 pesos, mas não me avisaram que era só aceitavam moeda. O motorista (não há cobrador no coletivo) controla a máquina e você deposita moedas. Quando subi no ônibus, já me preparei pra descer porque não tinha moeda, mas gentilmente, o motorista trocou uma nota de dois pesos em moedas pra mim. Muy amable 2!
  • As pessoas que tomaram o ônibus eram de classe média, muitos estudantes, idosos, mulheres e uma criança ao meu lado, com seus comentários que só as crianças fazem (e lá em castellano)
  • Tava na cara que eu era turista, dois mapas na mão, mochila, boné, tênis... Sentei no fundo e ficava olhando as ruas, placas e conferindo no mapa para não perder o ponto. Deu certo, o mapa tava correto e desci tranquilamente
Conclusão: experiência interessante, tudo correu bem, vi bonitas ruas, largas, arborizadas, não havia trânsito, cheguei onde queria na hora que queria e aprendi a trocar notas por moedas para a volta

No próximo post, impressões do metrô.

Boa terça!


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Buenos ótimos aires - Parte 1

Caros e caras,

Farei um breve intervalo, mas prometo voltar a postar meus contos.. Estive em Buenos Aires neste último feriado e alguns pensamentos merecem ser divididos. Aliás serão divididos em alguns posts, provavelmente sem ordem cronológica ou lógica.

Essa foi a terceira vez que estive na cidade... coincidentemente, a cada 6 anos, dou um pulo lá. Dessa vez a motivação foi correr a Meia Maratona de Buenos Aires.

Mas como é bom já conhecer a cidade, desta vez pulei a parte dos pontos turísticos. Casa Rosada, click, Caminito, foto, Puerto Madero, clack.

Optei por ficar em um flat em Palermo, afastado do centro, das sacoleiras brasileiras gritando na Florida... Muito bom... bairro arborizado, bonito, galerias de arte, restaurantes.

Mas melhor do que tudo isso, é andar em uma cidade que não é a tua com gente local, moradores, nativos, habitantes que pagam impostos e conhecem as ruas, buracos e os lugares mais descolados....

Desta vez foi assim... passei ótimos momentos com meus amigos argentinos. Revi também alemães e brasileiros que não moram mais aqui e foi incre-i-ble.

Me dei bem no câmbio do Banco de la Nacion, não tive problema de nota falsa, não fui enganado pelos taxistas, andei de ônibus, metrô, táxi.. tudo tranquilo. 

Mandei ver no ojo de bife, fui ao supermercado para comprar porcaritos locais, tomei vinho nacional de qualidade e comi pancho...

No vôo da volta, aí sim encontrei as sacoleiras, excitadíssimas com seus achados e compras... Em média, elas costumam ir a Buenos Aires 3-4 vezes por ano para comprar. Adiós Paraguai, viva a Galeria Pacifico e os outlets portenhos. Mas nada que um dramin pra mim e um rivotril nelas não resolva...

Daqui a alguns dias, segunda parte! Hasta la vista!

domingo, 4 de outubro de 2009

O lamento da letra H (ou conto das letrinhas)

Domingão, friozinho chato lá fora e enquanto espero a tradicional pizza de mussarela da Padaria Real (ao lado da MTV), aproveito para postar um dos contos que mais gostei de escrever... 
Foi um dos primeiros, escrito quando morava no Rio. Despertei no meio da madrugada e rascunhei as primeiras idéias, terminadas no computador do escritório, na hora do almoço. Com vocês, o lamento da letra H, ou o conto das letrinhas.

O LAMENTO DA LETRA H

Tarde ensolarada no Rio de Janeiro, mais uma reunião na Academia Brasileira de Letras.

O dono do alfabeto vestido impecavelmente, gel nos cabelos, óculos redondos, ao melhor estilo Olavo Bilac, toma o microfone:

- Senhores e senhoras, tomem seus lugares. Está aberta a sessão!!!

Lá estão todas as letras, as vogais sentadas juntas, entrosadíssimas, após a conquista do campeonato de futebol de salão do alfabeto. As consoantes, presença maciça e esmagadora na reunião, confiantes da aprovação de mais emendas e propostas. E os dígrafos então, apaixonadíssimos, sempre juntos... “SS”, “RR”

Ah! E a letra “CÊ”!!! Quanta alegria com sua prole, o “C Cedilha”. Realmente, a presença de uma criança transforma a casa.

À primeira vista, parece que a felicidade reina na academia. Só um membro continua cabisbaixo, triste, taciturno. E pede a palavra:

-        Ilustríssimo criador e mantenedor desta nobre casa, pela ordem!

-        Palavra cedida, letra “AGÁ”. Por que essa fisionomia tão abatida?

-        A vida não tem sido boa para mim! Todos na academia estão felizes, cada um a sua maneira. Veja a letra “XIS”!!!

O criador logo interrompe:

-        Ah! Não me fale dela! Com o surgimento das urnas eletrônicas, ninguém faz mais X nas eleições!!!

Argumento logo retrucado pela triste letra “AGÁ”:

-        Nada disso! Além de toda a sonoridade, até virou nome de cantor!!! E participou da Casa dos Artistas!!!

-        Sejamos justos, letra “AGÁ”, intervém o dono do alfabeto.

-        Não aceito comparações entre os colegas. Procurei dar destaque a todos vocês. Só aceito reclamações e requisições com argumentos coerentes e bem defendidos!

A letra “AGÁ”, suando as bicas, refeita do susto e da bronca, toma ar e dá início ao seu discurso:

-        Não estou contente com a minha função no alfabeto. Não sou percebido em lugar nenhum; no início das palavras ninguém repara que eu existo. Nem entre as crianças (e outros mais velhos também) sou popular. Quantas vezes já vi escreverem “orrível  ou oje”!!!

E continuou com suas lamentações:

-        Eu só sirvo mesmo para acompanhar os outros colegas. Quero carreira solo, luzes, holofotes, glamour!!!

No plenário, são ouvidos murmúrios, risos, comentários. Até que se levanta a letra “ÉLE” e aos berros, brada:

-        Não dê ouvidos a essa infiel. Sai com todo mundo... Aqui mesmo tem mais 2 colegas que andam sassaricando com ela. E aponta as letras “ENE” e “CÊ”, que prontamente tapa os ouvidos do seu filho “Cedilha” para que não ouça tais impropérios. 

O criador interrompe a sessão por instantes para que a exaltada letra “ÉLE” recobre a consciência e tome um pouco da água. E toma o microfone novamente:

-        Letra “AGÁ”, não seja melodramática!! Veja só essa onda de numerologia. Quantas mulheres já a incluíram em seus nomes. É um tal de DeboraH pra cá, SaraH pra lá!!!

Por instantes, o plenário acreditou que o assunto estava resolvido, mas houve ainda um último desejo:

-        Meu criador,considere o pedido dessa pobre criatura. Faça uma revisão nesse alfabeto. Delegue-me outras funções, me dê som!!! Veja meus parentes estrangeiros como são valorizados, som forte, gutural!!

-        Está bem, está bem!! Vou considerar seu apelo, mas não vai me falhar na hora H!!!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Parabéns!

Pois é, aniversário chegando....Muitos dizem que adoram fazer aniversário, alguns não gostam mas não admitem, poucos não gostam e admitem. A todos vocês e especialmente os librianos, parabéns!!!

PARABÉNS!!!

Parabéns, muitas felicidades, tudo de bom, saúde, amor, que teus desejos se realizem... Quantas vezes já ouvimos isso ou algo parecido na vida? A cada ano, ouvimos mais de cinco. E o pior é quando temos que desejar a alguém e não conseguimos falar nada diferente. Algumas pessoas, nas quais me incluo, tentam ser originais, inventando algo, mas assim como os pioneiros, os inovadores, os ousados, correm o risco de ser ridículos. Tudo bem....

O tempo passa, mas as lembranças ficam, assim como os papéis de brigadeiro embaixo do sofá. E aquelas festas quando somos tão novinhos, que não entendemos nada. Nos assustamos com o barulho do parabéns e os flashes da máquina fotográfica que aquele tio insiste em bater a festa inteira. Pior que isso, só a mulher dele, vestida como uma perua, falando alto para chamar a atenção. 

Pois é, vamos ficando mais velhos, mas nada muda... bolo decorado como campo de futebol, bexigas, língua de sogra, beijinho (o doce e também das amigas da mamãe), cachorro quente (a salsicha sempre cai no chão ou o molho suja aquela camisa que compraram especialmente para a festa). 

Ah! Mas, tem os presentes, isso sim, vale a pena... Adorava presentes da Estrela, mas só o vovô me entendia. Sempre ganhava camiseta que não servia e era sempre da mesma tia. E lá ia a mamãe tentar trocá-la por algo melhor.... nunca conseguia, só se pagasse a diferença.

Mais alguns anos se passam, já temos 15 ; o que você prefere? Festa ou uma viagem para a Disney? Os mais cabeças acho que iriam para a Europa. E aquela vizinha da vovó, que sempre diz: Nossa, como você cresceu! Eu te vi deste tamaninho, já está um mocinho!!!

18 anos!!! Todos esperam esse dia, finalmente vou poder tirar carta de motorista... amanhã mesmo vou na auto-escola começar as aulas. Ei, espera aí, que eu te ensino a dirigir!!! Sempre tem algum primo que quer ajudar nesta “ missão”. E a vizinha da vovó: Cadê a namorada? Já está na hora de casar, hein?

A partir daí, nada muda, os pais reclamam todo ano quando damos uma festa em algum bar e não em casa... Ah, você não gosta mais de mim... Aonde foi que eu errei ?

Ai que saudades do Genius e do Pula Pirata!!!

É a hora de cantar parabéns e cortar o bolo!!! Já estou pensando nos 3 desejos.............. Já sei, quero aquela camisa nova da seleção holandesa, a caixa com os cd's do Gil e ................. não quero mais festa-surpresa!!!!!

Tá na hora do bolo!!!!! Lá vou eu senão fica chato, afinal hoje o dia é todo meu....

Parabéns pra você nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!!!!!......... Xiiii, não adiantou nada!!!!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dias de semana

Aproveitando o embalo do ensaio de domingo, continuamos com os dias da semana. Mas esse é rápido, quase uma homenagem aos concretistas.
Foi escrito bem rapidinho em um guardanapo enquanto esperava uma conexão no aeroporto de Brasília.... A conclusão foi atrapalhada pelo aviso que o vôo estava saindo. Últimos ajustes enquanto a aeromoça colocava a máscara no rosto, naquelas instruções que ninguém dá bola... Divirtam-se!

primeiro

segundo segundos segunda seguindo

terceiro terço terça troço troco treco

quarto quartzo quarta quadra quadro

quinto quinta quanta quina

sexto cesto cesta sexta siesta

sábado domingo em segundos

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Domingo eu quero ver o domingo acabar

Depois de alguns dias de ausência, por preguiça e esquecimento mesmo, cá estou.... Duas pessoas, isso mesmo, duas pessoas pediram para eu começar a postar os contos, crônicas, textos.... Por respeito a elas, aqui vai o primeiro. Divirtam-se!


DOMINGO EU QUERO VER O DOMINGO ACABAR

Certa vez, me perguntaram qual o meu dia da semana preferido. De bate pronto, respondi: Terça feira.

Reações das mais diversas entre os amigos – risos, perplexidade, um deles balançou a cabeça achando que realmente eu era um caso perdido, o outro queria mesmo chamar a ambulância e me levar para o Mandaqui

Minha explicação porém, ainda não serviu para acabar com a polêmica:

-       Gosto da terça porque é o dia mais longe da segunda.

Ah! A maldita segunda feira!!! Quantas vezes já não amaldiçoamos a 2a feira, ou quebramos o despertador que insiste em tocar às 7:00hs.

Muitas pessoas já desenvolveram teorias sobre a segunda feira; não perderei o meu tempo, nem o de vocês discorrendo sobre isso. Quero falar sobre o Domingo, que acaba sendo atrapalhado pela neura de segunda-feira.

Uma das lembranças mais marcantes que tenho disso é o desespero ao ouvir a música do Fantástico!!!  

- Xi, acabou o final de semana, já estou me vendo de uniforme, indo para a escola.  

Com o passar dos anos, descobri uma solução: agora vou ao cinema, seguido de pizza

Na mesma roda de amigos, nos questionamos o que cada um faz no domingo. Desta vez, as respostas foram diversas e menos controversas.

Tem gente que acorda cedo para malhar, correr no parque, andar no calçadão e tomar um chopp com bolinho de bacalhau no Bracarense (viva o Rio de Janeiro). Outros preferem acordar mais tarde, mas bem tarde e trocar as habituais refeições pelo almojanta.

Ah, mas domingão também é dia de futebol (isto se a tevê não mudar o horário para 5a feira às 2 da manhã), de passear com o cachorro, fazer supermercado ou até mesmo ir comer a macarronada na casa do sogro, usar o chinelo do cunhado mais novo e dormir no sofá.

Tive a oportunidade de morar fora do Brasil, e não é que os gringos também não sabem o que fazer no “dia do sol” !!! Às vezes, rola aquela coisa que eles insistem em chamar de churrasco. Mas o que eles adoram também é ver o Sunday Night Football (aliás por que eles insistem em chamar o futebol americano deles de football, se eles jogam com as mãos).

Recentemente descobri quem gosta do domingo: as pessoas que trabalham de segunda à sábado. Puxa, é verdade, o domingo é o dia de descanso, dia de se fazer tudo.... ou nada!!!

Quer saber de uma coisa? Viva o domingo, mas bem que a Globo podia inventar algo mais emocionante que Big Brother e No Limite para passar depois do Fantástico

Os Titãs, meus ícones musicais de adolescência, relembram: Domingo eu quero ver o domingo acabar...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

por que escrevo?

escrevo coisas rápidas curtas sem erros de concordância linguagem simples

pessoas não vão gostar mais de mim por causa do texto mas espero também que não me odeiem depois disso

não falo de pessoas em especial apenas de situações cotidianas pelas quais passei ou percebi não tenho musa inspiradora tampouco processo criativo todo dia é dia toda a hora é hora

não tenho obrigação de escrever não quero publicar nem ganhar dinheiro com essas linhas

escrevo pra mim mesmo e mostro pras pessoas que gosto talvez elas entendam  e quem sabe gostem

jamais será meu ganha pão nem ganha mulher

minha assinatura é simples demais pra tarde de autógrafos e não tenho criatividade para dedicatórias personalizadas mesmo sabendo que numa sala pequena caberiam todos os leitores a não ser que tivesse comes e bebes ou distribuição de brindes

não subestimo a inteligência dos meus leitores mas não abuso da paciência deles não


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Chove chuva, chove sem parar

    trabalho no conjunto nacional e tenho uma vista privilegiada da cidade, principalmente em dias claros de inverno... hoje não é o caso, aliás, longe disso, põe longe nisso... para ilustrar bem o dia, seguem algumas músicas que falam de chuva:

marcelo camelo: " vai chover, de novo deu na tv que o povo já se cansou de tanto o céu desabar"

benjor: "chove chuva, chove sem parar..."

sangalo: "quando a chuva passar,quando o tempo abrir, abra a janela e veja eu sou o sol"

raul seixas: " eu perdi o meu medo, o meu medo da chuva pois a chuva voltando prá terra..."

quer mais? vejam um link com 300 músicas que falam de chuva http://www.topmusicas.net/busca.php?busca=chuva&Submit=Vai&criterio=Titulo

boa terça feira, de capa, galocha, guarda-chuva, bóia de braço e bote!

domingo, 6 de setembro de 2009

Qual a diferença entre conto e crônica?

conforme o primeiro post, pretendo dividir com vocês algumas coisas que andei escrevendo nos últimos anos. não serão muitas senão nem meus pais (sempre eles) vão me prestigiar. mas fiquei com uma dúvida: o que escrevo são contos ou crônicas?

fiz uma extensa pesquisa no google.  em alguns momentos, pensei em chamá-los de contos... minutos depois, em crônicas. alguém pode me ajudar?

enquanto isso, vou postando meus textos mesmo! 

bom início de semana (e que delícia não trabalhar na 2a feira)

Considerações iniciais e regrinhas de bom comportamento

Domingo chuvoso em São Paulo, perdi meu pen drive e uma queda repentina de energia quase queimou meu HD. Melhor fazer um blog, assim vocês (família e amigos mais chegados) podem olhar algumas coisas que venho escrevendo nesses últimos anos.

Assim nasce meu blog, de forma bem despretensiosa, descompromissada e desestruturada. Aviso aos navegantes: se vocês esperam poesias, imagens, discussões filosóficas, políticas, religiosas, espirituais, transcendentais, aqui não é o lugar.

Vou dividir algumas coisas que vivi, convivi e escrevi ao longo do tempo: contos, crônicas, o cotidiano, minha percepção sobre determinados assuntos. Não quero ser o blog mais acessado, nem aumentar o número de fiéis... Isso é coisa de populista, político e seitas. Tarde de autógrafos nem pensar, não conseguiria pensar em 15 dedicatórias diferentes.

Com relação à frequencia, façamos um trato: 

1. se vocês lerem os posts, me comprometo a colocar alguma coisa pelo menos uma vez por semana. 
2. se lerem e entenderem, posto até 2 vezes por semana
3. se lerem, entenderem e gostarem, vou ter que apelar para uns colaboradores aí

Obrigado pela paciência e sejam bem vindos!