domingo, 26 de março de 2017

Vamos fazer uma promoção para vender mais?

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Promoção na Copa? Olimpiadas? Naquele torneio de tênis?

Vale a pena? Vai dar retorno? Vai vender? Que podemos esperar?

Ao longo dos anos ouvi estas e outras perguntas e gostaria de dividir minha opinião.

Tomando como base os grandes esportivos que vivi como patrocinador (Copa do Mundo, Jogos Olimpicos e Copa Libertadores), afirmo que na maioria das vezes, promoçoes geram mais resultados em termos de visiblidade e reconhecimento das marcas do que aumento de vendas.

Importante ressaltar que esta afirmação é muito pessoal e não pode ser considerada única ou definitiva.

Os números, no entanto, tendem a comprovar esta percepção.

Pesquisa feita pelo Meio Mensagem apontou que, durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, somente 3% dos brasileiros participaram de alguma promoção ligada aos Jogos.

E iniciativas não faltaram. Marcas tradicionais  como Coca-Cola, Visa, Bradesco, P&G, McDonalds, Panasonic, Bridgestone, Samsung, Nissan desenvolveram diversas promoções ao consumidor final.

Os resultados foram certamente abaixo das expectativas destas empresas.

Vejo somente 2 categorias que são exceções a esta constatação e somente em um evento específico, a Copa do Mundo:

1.      Artigos esportivos

Esta categoria tem correlação mais do que direta com o evento. Durante a Copa do Mundo, Nike, adidas, Puma,Umbro e outros fabricantes tem seus produtos diretamente ligados ao evento: uniforme, chuteira, bolas, acessórios. Jogadores, juizes, assistentes e voluntarios usam este material em todas as partidas.

O torcedor, movido pela paixão e com seu nacionalismo à flor da pele, não economiza na compra de produtos ligados ao seu país. Além disso, investe alguns bons tostões na compra de souvenirs e lembranças do evento (bolas, mini bolas, bone, squeeze, cachecol, agasalho). Isso sem falar na economia informal e pirataria.

2.      Bebidas alcóolicas

Não só no Brasil mas no mundo todo, o torcedor (que não estará no estádio) costuma reunir amigos e família para assistir os jogos. E certamente a cerveja estará lá (antes, durante e depois).

Existe uma simbiose clara entre cerveja e futebol.  A comida pode variar (petisco, churrasco, feijoada, pizza) mas a cerveja é pedido certo.

Nestas categorias, é possível sim vermos o ponteiro de vendas mexer durante a Copa e aí sim vale o esforço e investimento para promoções ao consumidor final.

Mesmo nestas categorias, os cuidados com a promoção devem persistir: mecânica simples, direta, de fácil entendimento, prêmios atrativos, relação favoável entre valor da compra e prêmio e um forte investimento em mídia para comunicar a iniciativa.

Você compraria uma chuteira de 700 reais para ganhar uma caneleira?

E por que isso só funciona em Copa do Mundo e não em outros eventos esportivos?

Porque o comportamento do torcedor (assistir no local, em casa, compra de produtos) em outros eventos é bem diferente do que na Copa do Mundo. E isso influencia consideravelmente os resultados de venda.

Se você gestor tem a expectativa de usar eventos esportivos para
aumentar suas vendas de forma significativa, aconselho repensar.

Talvez você não se classifique para a próxima fase!

domingo, 19 de março de 2017

Jogo das Estrelas NBB: grata surpresa

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Logo que começaram minhas aulas nos Estados Unidos, aprendi sobre a importância de ativação de patrocínios, algo que defendo ferozmente nos lugares onde trabalho.
Historicamente, empresas não tem este mantra enraizado por uma razão muito clara: investem muito dinheiro na compra de ativo e propriedade, e não alocam recursos financeiros nem materiais para esta ativação. Acabam se contentando com a exposição da marca na mídia e desperdicam excelentes oportunidades.
Ontem, fui assistir ao Jogo da Estrelas, promovido pela NBB (Novo Basquete Brasileiro). Evento muito bem organizado, transmissão da Globo e SporTV, ginásio cheio, público feliz e jogadores motivados.
Mas o que me deixou mais impressionado foi a ativação dos patrocinadores. Vi ações mais simples (alias na maioria das vezes, ações mais simples são as mais efetivas), outras mais elaboradas, mas gostaria de destacar algumas:

Facebook

·      Workshop para os técnicos jogadores de basquete participantes do evento sobre mídias sociais, como aumentar e melhorar engajamento e interação com os fãs de basquete.

Nike
·      Trouxe ao evento alguns dos seus embaixadores lifestyle e de outros esportes para participar do evento. Emicida, Pedro Scooby, youtubers. Cada vez mais o esporte e o entretenimento andando juntos.

·      Fez ainda a entrega do uniforme aos jogadores e concurso de enterrada na Casa AirMax , outro ativo da empresa, que fala de esporte, musica, entretenimento, estilo. Essa conversa de ativos me agrada muito.

Sky: diversas ativações com destaque para:

·      Casa Sky, espaço para torcedores jogarem basquete, com distribuição de brindes, oportunidades de fotos

·      Cestas Impossíveis Sky: trouxe ao mundo real uma ativação digital, quando desafiou diversos jogadores de basquete a fazer cestas impossíveis. Colocou no Ibirapuera uma cesta de basquete a muitos metros de altura e desafiou o publico a fazer a cesta. Esta relação entre o mundo online e offline é perfeita.
·      Show do Jota Quest no intervalo: mais uma vez souberam aproveitar com maestria seu contrato com a banda (que já esteve em filmes de TV), trazendo para uma ativação de patrocínio

Starbucks: que bacana ver um novo estreante no esporte
·      Fizeram o Café da Manhã com as Estrelas, levando os jogadores de basquete a uma loja, onde em uma coletiva de imprensa, anunciaram a parceria com a NBB
Parabéns NBB, Globo/SporTV e patrocinadores. Iniciativas como essas são sempre bem vindas e merecem elogios

quinta-feira, 16 de março de 2017

Manhê, quero trabalhar com marketing esportivo

Ao longo de 20 anos de marketing, me deparei com diversas situações de encontrar, falar, orientar, entrevistar jovens iniciando sua carreira e buscando o famoso marketing esportivo.

Diversas vezes ao entrevistar estes jovens que se candidatavam a esporádicas vagas , eu perguntava:

Por que afinal voce quer trabalhar com marketing esportivo?

E a grande maioria das respostas não satisfaziam ou convenciam:
•       Eu amo esporte
•       Fui atleta federado a vida toda
•       Porque vou em todos os jogos do Fogão
•       Tenho a maior coleção de camisas de volei do Brasil
•       Eu sei de cor a escalação de todas as seleções Sub-20 em todos os Mundiais desde 1958
•       Ah, deve ser muito louco ter contato com os jogadores, né? Mostra teu whatsapp aí

Apesar de ser um pouco cético sobre o futuro do marketing esportivo no Brasil (tema de outro texto) gostaria de dar algumas dicas, caso voce realmente queira seguir esta carreira.

Se te ajudar a arrumar um emprego, voce me dá uma camisa da sua coleção, ok?

1. Seja diferente:  Vai estudar, Invista na tua carreira, capacite-se, faça cursos de especialização, pós graduação, frequente seminários e palestras. Há muitas oportunidades tanto no Brasil como
no exterior

2. Muda a lente do óculos: Veja o esporte como negócio e ferramenta de comunicação.
  • Quando for ao estádio, chegue cedo, preste atenção ao entorno, comércio informal, olhe as opções de alimentação no estádio, lojas e veja como os patrocinadores e o clube ativam suas propriedades.
  • Se for pra Orlando, deixa de ir um dia no outlet e visite os clubes locais, assista jogos de vários esportes. Vá a museus, lojas oficiais, compre produtos
  • Estude  e analise os programas de fidelidade, sócio torcedor, redes sociais, campanhas

3. Saia da mesmice: assista outros esportes fora o futebol. Tem esportes olimpicos, amadores, locais, eventos para crianças. Embora mal explorado no Brasil, há bastante oportunidade

4. Deixe a camisa do seu time em casa: a partir de hoje você é profissional, comporte-se como tal. Cuidado com o que você vai falar nas redes sociais, o time do seu amigo que voce gostava de secar pode ser teu empregador ou cliente no futuro.

5. Muita paciência: o início é duro. Voce começará de baixo, vai correr atrás de patrocínio, trabalhará à noite, aos finais de semana, carregará muita caixa e ganhará pouco. O glamour de conhecer jogadores, ter whatsapp é raro e momentâneo. Acredite, você vai ralar muito!!

Vai encarar? Boa sorte!!!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Retrô

Todos acham as retrospectivas que passam na tevê chatas, deprês, cansativas.... Concordo plenamente.... 

Em poucas palavras, segue a minha... Quem quiser mais detalhes, manda um scrap e eu prometo explicar melhor...

A: atacama, amazônia, aparados da serra, artur e débora (os primeiros filhos brasileiros do board), almodovar, almoço no charlô e ak

P: pilates, palermo (o bairro)
 
L: luis melodia cantando samba

G: galinhada do bahia, gran torino

M: machu picchu, meia de buenos aires, maria gadu, marcelo camelo, mori

O: off field

T: tarantino, twitter

F: feira de san telmo

S: são silvestre

R: restaurant week

C: cuzco, cidade do cabo, carol e os olhos verdes que não canso de ver

Dedico este primeiro post do ano aos meus pais e avós que me ensinaram a não desistir jamais e amar o futebol!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ser José não é para qualquer mané

Depois de um período de ausência, onde fazia a trilha inca para chegar a Machu Picchu (qualquer dia, escrevo um post sobre isso), cá estou... E divido com vocês, o conto mais recente, homenageando os Josés do Brasil, de São José dos Campos, Pinhais, Rio Pardo, Rio Preto, San Jose (da Costa Rica, California).


SER JOSÉ NÃO É PARA QUALQUER MANÉ

São José dos Campos, sábado, bar do Zé:

 

-        Zezinho, traz mais uma gelada e aipim, disse José Ricardo, o anfitrião!

-        Pra mim, a picanha mal passada e uma caipirinha de frutas vermelhas, rebateu Mazé, de São José do Rio Pardo

-        Mais algum pedido, perguntou Zezinho, sempre cordial.

-        Uma cachaça de Minas, emendou Zé Maria, vindo de São José de Rio Preto

-        Traz duas pra mim, disse a saudosista Josefa, de San Jose, Califórnia

 

Sem nenhum constrangimento José, de São José dos Pinhais, tomava seu rabo de galo. Mais uma vez, estava reunida a confraria do Josés.

 

O papo rolava solto, havia seis meses que não se viam.. E mais uma vez, enalteciam, ostentavam o nome dado pelos pais. A confraria tinha até brasão, um jota dourado acompanhado por um esse vermelho. Em letra maiúscula, fonte desenvolvida exclusivamente para o grupo.

 A pauta do encontro era organizar um evento para prestar homenagem ao nome... afinal, ser José não é para qualquer mané. Depois de muita briga, os homens venceram e decidiu-se organizar a primeira Copa José Youssef Yosef Joseph de Futebol!

 Mas a discussão não parou por aí... todos queriam sediar o campeonato. Ofereceram mundos e fundos para receber as partidas. Era porco no rolete, festas de abertura, coquetel de encerramento, desfile em carro de bombeiro, foto na primeira página do jornal da cidade, jóias, viagens, dinheiro....

 Como bons botequeiros, tentaram palitinho, dois ou um, par ou ímpar, porrinha, moeda. A solução foi dada pela Joseana, mulher do Zezinho. Em voz alta, gritou lá da cozinha, enquanto fritava mais coxinhas:

-        Chega de confusão no meu bar... Esse ano, o jogo será aqui mesmo, em São José dos Campos! E teremos o time dos políticos contra o combinado gringos e artistas. 

O silêncio durou pouco e todos animados partiram para organizar o campeonato.  Conseguiram o primeiro patrocinador: Jose Cuervo, bebida oficial da competição.

 E chegou o grande dia. São José dos Campos em polvorosa, recebendo o primeiro jogo. Estádio lotado, o circo armado, fogos de artifício, personalidades, prefeito, marias chuteiras, marias gasolinas, marias josés na arquibancada buscando o seu zé.

 A confraria obviamente envaidecida com o sucesso do evento. José Ricardo, como membro anfitrião, toma o microfone e faz um longo discurso, explicando a origem do nome José:

-        Em hebraico, vem do nome Yoseph, aquele que acrescenta, que sofre com os problemas alheios. E conserva o autocontrole mesmo nas piores situações.

Zé Carioca, o mascote da competição, incomodado com os gritos da torcida, chamando-o de Loiro José. Porteiro Zé, o outro mascote, visivelmente embriagado tropeçava na linha lateral e despencava no gramado. A torcida delirava.

 

José Luis Datena, mestre de cerimônias, anuncia:

 

-        E o time dos políticos vem no três cinco dois, com o vice-presidente José Alencar no gol. A defesa, formada por Trípoli, Serra e Aníbal.

-        No meio, os petistas Cardozo, Dirceu, Genoino, Mentor e Cirilo. E formando o ataque, uma dupla de peso: Fogaça e Sarney, capitão, técnico, psicólogo, fisiologista e  presidente da equipe.

Mas na prática, o esquema não funcionava... Ninguém entendia como jogavam. Sempre pelo meio ou direita...

-        Não é possível, até os canhotos jogam pelo meio, dizia José Trajano, o comentarista que cobria a partida.

-        Pois é, vejo um clarão no lado esquerdo, uma verdadeira avenida, complementou Datena, agora narrador.

 

E não parava por aí.. era uma confusão. Tudo era discutido, negociado, barganhado.

-        Serra, passa a bola pra mim! Estou livre, dizia o impaciente José Dirceu, sozinho no meio da área

-        Se você passar pro Dirceu, no próximo pênalti quem bate é você, gritou Genoíno

-        E se não tiver pênalti no jogo?, perguntou o sempre nervoso Serra ainda com a bola nos pés

-        Ah, a gente compra um. O juiz está no esquema, responderam em coro vários jogadores

 

Josefa, aproveitando seu livre trânsito no mundo das celebridades fez um grande trabalho e montou uma verdadeira constelação.

Trouxe um combinado de gringos e escritores para participar do torneio. Percebia-se que eram diferentes, começando pelo esquema.  Um ousado três quatro três!!!

Na defesa, os três tenores, ou melhor, os zagueiros: Carreras, Cocker e Satriani. Dava gosto de ver... afinadíssimos, sincronizados, não saíam do tom. Perfeitos!!

No meio, quanta classe. José de Alencar, José Miguel Wisnik, José Lins do Rego e José Roberto Torero. Alternavam passes longos, tabelas curtas, inversões de jogo. Não faziam falta. E não perdiam a chance de usar a caneta, ou melhor, meter a bola embaixo das canetas. No ataque, os brilhantes, temperamentais e letais Stalin, José Mourinho e José Saramago.

E tudo corria bem, o time jogava bonito, encantava, parecia a seleção de oitenta e dois. Mas em um lance isolado, tudo mudou. Cocker tinha a bola nos pés, nenhum adversário para ameaçá-lo.

-        Toca pro José, gritou uma morena alta, ao lado do alambrado

-        Mas para qual deles?, retrucou Cocker, com sua voz inconfundível

-        Ah, qualquer um, solta a bola!

E assim fez Cocker, recuando a bola para Jose Maria Aznar, o goleiro. O jogo estava tão fácil para os gringos que Aznar, encostado na trave, lia tranquilamente os Lusíadas. Assustado com o recuo, não pegou a bola com os pés e sim camões, ou melhor, com as mãos. Falta em dois lances! Quase tomaram o gol.

Mas era o prenúncio que algo errado iria acontecer. E não deu outra. José de Alencar fez um lançamento de cinquenta metros para Stalin, que avançou pela esquerda, como um raio. E sem perder tempo, cruzou, buscando Saramago.

-        Rá rá, rá, impedido, apontou o juiz José Simão, soprando seu apito dourado.

-        Ei juiz, tá ficando cego?, berrou Saramago, já na marca do pênalti.

Pânico no estádio.... o juiz tá ficando cego. Foram todos embora. Os gringos voltaram a seus países. Os políticos, mandaram buscar seus jatos. Medo que fosse uma epidemia.

Fim de jogo!

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Último dia

Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia

Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Corria prum shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria

Andava pelado na chuva
Corria no meio da rua
Entrava de roupa no mar
Trepava sem camisinha

Meu amor
O que você faria?
O que você faria?

Abria a porta do hospício
Trancava a da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Buenos ótimos aires - Parte 2

Algumas pessoas me perguntam os motivos de eu escrever, como, por que, pra que, quando, desde quando.... boa parte das respostas está lá embaixo no post "por que escrevo". Mas resumidamente, não sento na cadeira todo o décimo segundo dia do mês par, na vigésima hora do dia de lua crescente para escrever.... Quando vem alguma coisa diferente na cachola, corro pro computador e escrevo rápido, antes que eu esqueça. 

As linhas que vem abaixo foram concebidas agorinha mesmo, enquanto tomava banho... vamos ver o que dá...

Buenos ótimos aires- Parte 2

Continuando.... ah, não espere que esses posts se transformem no futuro em dicas de cidade, ou mesmo diário de viagem... já existem várias publicações consolidadas e minha amiga Cindy Wilk tem muito mais talento do que eu para dividir essas coisas.

Como disse no post anterior, essa foi minha terceira ida à Buenos Aires, entonses, me permite fazer coisas do cotidiano portenho.. ao invés de pegar táxi, que vai merecer um post separado, andei de ônibus e metrô.

Vamos lá.. algumas impressões sobre ônibus:

Minha aventura começou ao tentar descobrir onde passava o ônibus que deveria tomar.... assim como no Rio, eles chamam pelo número... Após várias tentativas, uma junta de açougueiros decidiu que eu deveria tomar o 39 na rua de trás... e não é que um deles veio atrás de mim para mostrar o ponto? Muy amable! Aliás, isso vai merecer também um outro post

  • O 39 veio e sabia que custava 1,25 pesos, mas não me avisaram que era só aceitavam moeda. O motorista (não há cobrador no coletivo) controla a máquina e você deposita moedas. Quando subi no ônibus, já me preparei pra descer porque não tinha moeda, mas gentilmente, o motorista trocou uma nota de dois pesos em moedas pra mim. Muy amable 2!
  • As pessoas que tomaram o ônibus eram de classe média, muitos estudantes, idosos, mulheres e uma criança ao meu lado, com seus comentários que só as crianças fazem (e lá em castellano)
  • Tava na cara que eu era turista, dois mapas na mão, mochila, boné, tênis... Sentei no fundo e ficava olhando as ruas, placas e conferindo no mapa para não perder o ponto. Deu certo, o mapa tava correto e desci tranquilamente
Conclusão: experiência interessante, tudo correu bem, vi bonitas ruas, largas, arborizadas, não havia trânsito, cheguei onde queria na hora que queria e aprendi a trocar notas por moedas para a volta

No próximo post, impressões do metrô.

Boa terça!